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Paraquat: liberado no Brasil e proibido na China, maior produtor mundial

Desde 1º de julho de 2016, o paraquat está banido das lavouras chinesas.

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Publicado em: 05 de fevereiro de 2018

Apesar de ter sido desenvolvido no Reino Unido, desde 2007 o uso do paraquat não é permitido no continente europeu. A China, maior produtor mundial do princípio ativo, vetou a comercialização do herbicida partir de 1º de julho de 2015. Quem tinha o produto em estoque pode aplicar nas lavouras até 1º de julho de 2016, data em que foi vetado. – Por que o país que criou e o maior vendedor proibiram? – questiona Nilton Kasctin dos Santos, promotor de Justiça em Catuípe, no noroeste do Estado, e que é atuante no tema.

Robson Barizon, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, diz que as realidades da agricultura no Brasil e nos demais países são diferentes, por isso as posições são opostas.

– Fazemos plantio direto, por isso é necessário o uso de herbicidas para eliminar a vegetação existente no solo. No plantio convencional não é utilizado, pois é feito o processo de aração, preparo do solo – reforça Aldo Merotto, professor de Agronomia da UFRGS.

A posição é contestada por Alda Maria de Oliveira Corrêa, engenheira química da Fepam. Ela lembra que o Nível Aceitável de Exposição para o Operador (NAEO) do herbicida é de 0,5 micrograma por quilo ao dia.

– Mesmo com uso do equipamento de proteção individual, quem trabalha com paraquat está exposto a índices superiores. Há estudos sobre o assunto e que embasaram as decisões europeia e chinesa – afirma Alda.

Outra polêmica se refere à contaminação do meio ambiente e das culturas. O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, Daniel Martini, considera que o defensivo pode deixar resíduos nos alimentos.

– A persistência do paraquat no solo é grande. Metade do produto só vai degradar depois de um ano e se o solo ficar sem uso – reforça Alda.


Fonte: ZH
Edição: F.C.

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