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A divisão dos camelos

Um homem, ao morrer, deixou 17 camelos para serem divididos entre seus três filhos.

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Publicado em: 04 de setembro de 2017

Um homem, ao morrer, deixou 17 camelos para serem divididos entre seus três filhos. Para o primeiro filho, deixou metade dos camelos; para o segundo, deixou um terço dos camelos; para o mais novo, deixou um nono dos camelos. Então, os 3 filhos começaram a negociar. 17 não é divisível por 2, não é divisível por 3 e não é divisível por 9.

A relação dos irmãos começou a ficar tensa e um conflito se anunciando. Finalmente, em desespero, saíram e consultaram uma velha sábia. A velha sábia pediu um tempo para pensar no problema deles, voltou para sua casa e lá ficou por dois dias. Finalmente ela voltou e disse: "Bem, eu creio que posso ajudá-los, mas, para isso, terei que dar-lhes meu único camelo." Assim eles ficaram com 18 camelos.

Eles agradeceram à velha senhora pelo presente recebido, e retomaram a discussão: para surpresa deles, o primeiro filho pegou sua metade -metade de 18 é 9. O segundo filho pegou a terça parte - um terço de 18 é 6. O mais novo pegou a nona parte -um nono de 18 é 2. São 17. Sobrou um camelo. Camelo esse que eles devolveram à velha sábia.

Moral da história: 

Essa bela fábula se assemelha a muitas negociações difíceis em que nos envolvemos. Elas iniciam-se com 17 camelos, isto é, sem maneira de resolver o impasse no formato em que está posto naquele momento. De alguma forma, o que nós devemos fazer é dar um passo atrás nessas situações, como a velha sábia, olhar a situação com novos olhos e achar o 18º camelo. Agora, achar o 18º camelo nos conflitos negociais é o grande desafio.  E a questão é, como nós lidamos com nossas diferenças? Como lidamos com nossas mais profundas diferenças, dada a propensão humana ao conflito? O segredo é parar, pensar e buscar um mediador, tendo em mente uma pergunta que deveremos fazer a nós mesmos: qual o meu principal desejo nessa negociação? O que posso fazer para me colocar na situação daquele que está do outro lado da mesa?

Texto enviado por J.C.

Edição: A.N.

Comentários

Rayza Virginia

15 de outubro de 2017

História bem interessante. É sempre importante pensar bem antes de tomar uma decisão.

VALBER LUIS DINIZ

05 de fevereiro de 2018

Extraída do livro "o homem que calculava", do impecável Malba Tahan.
Bela lembrança.

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